Separação!! – M. Lloyde-Jones

Porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? (2 Coríntios 6:14-16).
E a resposta é, em todos esses casos: não há nenhuma harmonia entre esses elementos antagônicos; todos eles são opostos eternos. Os cristãos passaram a ver isso tão claramente quanto possível, e, por conseguinte, compreendem que devem separar-se de todas essas coisas.

Agora, isso não significa que você se torna um fariseu justo e diz: “Eu sou mais santo que você. Eu sou melhor que todos os demais”. Não, não! Os cristãos podem ser tentados, e tentados fortemente até quase caírem, na verdade podem até cair, e, todavia, sabem que isso é mau. Se você quer viver como Abraão, se você quer viver uma vida de bênção, aqui está a palavra de João para vocês: Não ameis o mundo, nem o que no mundo há, Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não é do Pai, mas do mundo, E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre (1 João 2:15-17).

Circuncisão, separação! Abraão viu isso. Ele disse: como posso andar com este Deus e levar uma vida que é exata mente o oposto daquele velha vida?

João coloca o assunto nestes termos: “Aquele que diz: eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” (1 João 2:4). Foi isso que Abraão viu. A separação do mundo é sempre uma característica desta vida piedosa. Os cristãos sabem que as coisas do mundo são perigosas para a sua alma. Eles não são fariseus justos, porém são exatamente o oposto. Eles conhecem a sua fraqueza, mas se lembram do que o apóstolo Pedro disse: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais” – por quê? – “que combatem contra a alma; tendo o vosso viver honesto entre os gentios” (1 Pedro 2:11,12). E, como cristãos, não sabemos disso? Estas coisas “combatem contra a alma”; elas se intrometem entre nós e Deus, e perdemos a fé, perdemos a bênção, e ficamos em miseráveis condições, padecendo agonias de remorso e arrependimento. Deixem-nas de lado, diz a Bíblia. Como Deus disse há tanto tempo a Abraão: “Sai do meio deles”.

Mas esse é apenas o lado negativo. Há alguns que não gostam do cristianismo porque, dizem eles, o cristianismo é só negativo; dizem eles que o cristianismo diz a você, “Não faça isto; não faça aquilo”, e elimina todo o prazer, nada dando em troca. Oh, que mentira! Que perversão do cristianismo! Este lhe diz que pare com certo tipo de vida e que saia dali, porém veja o que ele lhe dá – ele o chama para uma vida positiva. “Segue-me”, diz o Filho de Deus.

E séculos antes houve este grande apelo de Abraão. Olhe para ele, olhe a vida que ele começou a desfrutar. Que coisa maravilhosa é ser amigo de Deus, falar com Ele, o Deus todo-poderoso inclinando-Se para falar, revelando Seus segredos, dando ânimo, fazendo chover Suas bênçãos! Oh, não há nada no universo que se compare com isto; uma nova vida, uma vida limpa, uma vida cheia!

Tenho dito freqüentemente que não há vida comparável à vida cristã. Você quer interesse e vibração intelectual? Venha, comece a ler a Bíblia. Instrua-se, procure entendê-la. Estude as vigorosas Epístolas do apóstolo Paulo, Graças a Deus eu posso dizer, tendo estado no ministério por quase quarenta anos, que, quanto mais leio a Bíblia, mais me rejubilo nela, mais maravilhosa ela se me torna, mais emocionante eu a vejo. E prelibo cada novo domingo. Você não se cansa da Palavra de Deus, não a exaure. Ela se amplia diante de você, sempre se mostrando nova.

E você vai sondando as profundezas, as coisas profundas de Deus. Você entende a vida e, contudo, torna-se independente da vida. Não posso pensar em coisa mais miserável do que a velha Vida na qual você era dependente do dinheiro. Sem dinheiro você não pode comprar comida e bebida, não pode comprar sexo, não pode comprar prazer. E, claro, se você não fizer isso, vai sentir-se miseravelmente mal, não saberá o que fazer com si mesmo. Oh, a tragédia daquela velha vida do mundo, a vida de pecado!

Aqui, porém, está outra vida; você pode estar sem nenhum tostão, não importa. Observe o apóstolo Paulo – eis o que ele diz sobre si mesmo numa carta escrita da prisão: “Já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância… Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:11-13). Independente do mundo e de todas as suas coisas, independente do dinheiro e de tudo o que pode ser comprado com ele, conhecer Deus, o autor, o criador e o realizador de todas as coisas, e compartir vida com Ele. Para isso foi que Deus nos fez.

O primeiro mandamento é, “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças” (Marcos 12:30) – e Ele tomará tudo de você e lhe dará infinitamente mais, e você irá avante, fruindo Deus por toda a eternidade. “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lO para sempre” (Confissão de Fé de Westminster: Breve Catecismo, perg. 1). Examine o Sermão do Monte, que vida! Esse é o modo de viver. E o contraste absoluto com tudo o que conhecemos por natureza neste mundo limitado pelo tempo. Você segue Deus positivamente e se deixa guiar por Ele passo a passo e de estágio a estágio, rumo às glórias que Ele lhe vai revelar.

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