Problemas – Pr. Aluízio A.Silva

Devemos nos gloriar nas provações porque elas não ocorrem por acaso, antes, cumprem um propósito maior da parte de Deus. Sabemos que o próprio Senhor teve de padecer para entrar na glória (Lc 24.26). O que aconteceu com Cristo deve acontecer com o cristão. Paulo afirma que precisamos sofrer com Cristo para, com ele, sermos glorificados (Rm 8.17).

O sofrimento de Cristo não foi por enfermidade ou necessidades, mas sofrimento por perseguições e pressões do mundo. Tiago não está dizendo que devemos ser masoquistas e gostar do sofrimento, mas que percebemos o cumprimento de um propósito divino por meio dos nossos sofrimentos.

Não nos alegramos pelo sofrimento em si, mas pelo que ele produz. Há um processo para desfrutarmos da glória. Três palavras descrevem o processo de tratamento de Deus em nós: santificação, transformação e conformação. A santificação é uma separação e um infundir de Deus. A transformação é a restauração de algo que estava danificado, mas a conformação nos faz encaixar na forma que é Jesus. Gostamos de paz, graça e glória, mas fugimos das tribulações. A palavra de Deus diz as tribulações são necessárias para chegarmos à glória (At 14.22; 1 Ts 3.3,4; Ap 7.14).

1 – Eles expõem a nossa realidade espiritual

Mostram o nível de profundidade ou superficialidade em Deus. Realçam onde estamos e onde precisamos melhorar. O sofrimento mostra o que nós realmente somos. Podemos confiar no que possuíamos somente se suportar ao teste das provações.

Algumas vezes a tribulação é um teste. Dependendo de como respondemos seremos promovidos dentro do plano de Deus a lugares mais altos. Saul foi um teste na vida de Davi.

Depois de ouvir uma palavra sobre paciência, por exemplo, Deus permitirá circunstância para que a nossa paciência seja testada. Às vezes oramos por algo, mas Deus vai nos testar para ver se realmente desejamos aquilo ou para que as verdadeiras motivações se manifestem.

2 – Eles nos mostram os verdadeiros valores da vida

Quando perseguições e dificuldades se levantam elas colocam diante de nós o que realmente é importante e o que é apenas enfeite. O verdadeiro valor de qualquer coisa somente pode ser percebido diante da morte.

3 – Eles nos permitem conhecer mais a Deus

Só podemos conhecer o Deus que cura se passarmos pela enfermidade. A primeira condição para um milagre é o problema (2 Co 12.9,10). É no meio das tribulações que somos quebrantados e nos tornamos mais sensíveis a Deus. É no meio dos problemas que conhecemos a Deus e o Seu poder.

4 – Eles desenvolvem nossa fé

Aprendemos a confiar em Deus em vez de confiar em nós mesmos. A diferença entre a obscuridade e a significância é o inimigo que você precisa vencer. A glória de Davi era Golias (Jo 16.21).

Todo propósito e missão são concebidos em meio a dores e aflições. Se não há dor é porque não houve gestação. A dor não fala do tamanho da benção, mas da iminência de vir a luz.

5 – Eles desenvolvem a perseverança espiritual

Muitos desistem antes da vitória chegar (Tg 1.2-4; Rm 5.3,4). Perseverança é a maior expressão de fé. Se o tempo é um grande teste, a perseverança pertence aos vencedores.

Em Lucas 18.1-8, Jesus contou a parábola do juiz iníquo e terminou com uma questão: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé (perseverante) na terra?”. Há ocasiões em que queremos um milagre, mas Deus quer que tenhamos fé. Tempos de tribulação são também tempos de sequidão. Tempos de seca são importantes para:

– Aprendermos a andar por fé;

– Não dependermos da força humana;

– Não dependermos das emoções;

– Não dependermos da vontade da empolgação;

– Sabermos o que vai no coração (Dt 8.2).

6 – Eles desenvolvem a nossa sensibilidade e compaixão

Desenvolvemos empatia para com as pessoas e suas necessidades, pois aprendemos com a experiência, como é estar no lugar delas (2 Co 1.3-6). Paulo disse que ele tinha passado por tribulações para poder consolar os irmãos com a mesma consolação que ele recebeu. Consolo de que não passou por lutas se tornam palavras vazias.

7 – Eles alargam a nossa capacidade em Deus

Os problemas leva nossa fé a crescer (Jr 48.11). Todo fruto precisa de tempo para amadurecer. Posso adquirir muito conhecimento rapidamente, todavia toma tempo para amadurecer.

Maturidade é ter a nossa capacidade expandida por Deus. Antes eu perdoava uma vez, depois passei a perdoar sete vezes, agora eu perdôo-o setenta vezes sete. Alguns crentes são como Moabe, não foram trocados de vaso, por isso permanecem com o mesmo sabor. Se perdemos a paciência pelos mesmos motivos de cinco anos atrás isto é um sinal de que não fomos alargados por Deus. A diferença entre um fruto maduro e um verde está no seu sabor. O fruto verde é azedo, mas o maduro é doce.

Todavia o processo de amadurecimento artificial pode ser feito com bananas, não com crentes. A nossa doçura deve ser desenvolvida espontaneamente. Nós podemos retardar a obra de Deus em nossa vida, mas certamente não podemos acelerá-la.

Não devemos buscar tratamento, mas não devemos fugir dele, pois perdemos a oportunidade de sermos alargados por Deus. Conhecimento intelectual acumulado sem o tratamento de Deus possui muito pouco valor espiritual (Nm 31.23).

Acima de todos os problemas, o sofrimento nos testam e nos depuram. Áreas duras de nossa vida serão purificadas com fogo, mas áreas mais macias e maleáveis serão purificadas pela água. A água aponta para a Palavra. Precisamos receber a Palavra e sermos purificados por ela. O fogo aponta para a disciplina do Espírito Santo.

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