Lidando Correctamente com a Critica

A crítica fará de si uma pessoa melhor se observar estes três pontos:

1) Olhe para além do criticismo e veja a crítica. Se é alguém que você respeita, ouça o que a pessoa tem para dizer. Se for alguém que constantemente critica, não dê muito valor ao que diz, provavelmente essa pessoa apenas está a projectar a sua frustração em si. Conta-se a história de um rapaz de doze anos que não falava desde que nasceu. Depois de lhe servirem aveia ao pequeno-almoço várias semanas seguidas, ele gritou: “Odeio isto!” A sua mãe correu para ele, abraçou-o e disse: “Pensávamos que não podias falar. Porque é que nunca falaste connosco?” Sem rodeios, ele exclamou: “Porque até agora tudo estava bem”. Algumas pessoas apenas falam quando estão aborrecidas. A questão importante é, a pessoa que o está a criticar quer sinceramente ajudá-lo?

2) Tente não se levar a si mesmo muito a sério. Sejamos honestos, todos fazemos coisas que lamentamos. Mas quando consegue rir-se de si mesmo e aprender com isso, está a ganhar maturidade.

3) Saiba a diferença entre críticas construtivas e destrutivas. Aprenda a interpre­tar as críticas, perguntando o seguinte: a) Com que espírito são feitas? Se a atitude de quem o critica é amável, é sinal de que pretende ser construtivo, b)Quando é que lhe são feitas as críticas? Quando alguém o critica publicamente, normalmente as suas intenções não são as melhores, c) Porque razão o estão a criticar? “Como águas profundas é o conselho no coração do homem; mas o homem de inteligência o tirará para fora” (Provérbios 20:5). Quando as pessoas estão a sofrer, têm tendência a magoar as outras. Então pergunte sempre: “Esta crítica foi-me feita para meu benefício ou foi por causa de alguma mágoa pessoal?”

No que diz respeito a lidar com a crítica de forma correcta você tem de: 1)Demonstrar maturidade emocional e espiritual. A exaustão pode afectar a forma como age quando está a ser pressionado. Elias cedeu à depressão por causa disso. A rainha Jezabel perseguiu-o implacavelmente. A sua oposição sugou a forca de Elias e levou-o a dizer: “Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida” (1 Reis 19:4). Satanás irá tirar partido do seu cansaço. Quando está cansado poderá ficar demasiado sensível e perder a oportunidade de aproveitar o crescimento que vem com a crítica. 2) Perceba que as pessoas boas são criticadas. Jesus foi chamado de “comilão” (Mateus 11:19); de “bebedor de vinho” (Lucas 7:34); e de amigo de pessoas com má reputação (Mateus 11:19). Pessoas cujas opiniões estão definidas e por isso não pensam para além disso, não vão entender o comportamento que se baseia na obediência a Deus. Então, quando as suas ideias e valores colidirem com as delas, tente ser gracioso. 3) Mantenha sempre uma boa atitude. A sua própria atitude pode ser mais prejudicial para si do que para qualquer outra pessoa e por vezes, pode levar a consequências mais graves. Pedro escreve: “Porque para isto sois chamados; pois, também. Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” (1 Pedro 2:21-23). Entregue tudo a Deus e siga em frente!

Quando se trata de crítica: 1) Concentre-se na sua missão e mude os seus erros! A maior parte das pessoas faz o contrário, quando a crítica surge mudam a sua missão e concentram-se nos erros. Se fugir todas as vezes que cometer um erro, nunca alcançará nada. Em vez disso, viverá em constante frustração. Os únicos erros verdadeiros são aqueles com os quais não aprendeu nada. Então, em vez de se deter nos seus erros, tenha em conta que cometerá alguns, ficará mais sábio, e depois seguirá em frente para terminar a sua tarefa. Há um velho provérbio árabe que diz: “Se parar todas a vezes que um cão ladrar, a sua viagem nunca acabará.” Não deixe que os seus falhanços se transformem em obstáculos na via – transforme-os em blocos de construção. Em Provérbios 27, versículo 17, a Bíblia diz: “O ferro com o ferro se aguça“, então ore e fique mais aguçado através das críticas. 2) Passe tempo com as pessoas certas. Quando tiver tempo livre passe-o com aqueles que são construtivos, não com os que o deitam abaixo. Tempo de qualidade com as pessoas certas fortalecerá a sua fé e fortificá-lo-á contra os efeitos das piores críticas. Também impedirá que você se transforme num crítico. Quando os corvos atacam o falcão, o falcão não contra-ataca. Em vez disso, sobe mais e mais alto em círculos até que as pragas o deixem em paz. Que óptima estratégia! Circule acima das suas críticas em vez de ficar parado no seu nível: “Honroso é para o homem o desviar-se de questões, mas todo o tolo se intromete nelas.” Se a sua atitude tiver algum efeito nas pessoas será por causa do seu exemplo, não por se defender.

No momento em que levantar a sua cabeça acima da multidão você vai atrair atenções, e nem sempre o tipo de atenções que desejaria. Aprenda com o pato. Ele permanece calmo à superfície, rema por baixo de água e deixa que a água escorra pelo seu corpo. O tempo está do seu lado. Quando Natanael perguntou, referindo-se a Jesus: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem e vê” (João 1:46). Natanael foi, e acabou por se tornar um discípulo. Muitas vezes, à medida que os eventos se desenrolam, a causa das críticas tornar-se-á clara e você será inocentado. Mas você tem de continuar. George Bernard Shaw, o dramaturgo Irlandês, certamente recebeu as suas críticas – mas ele sabia como lidar com elas. Depois de uma estreia, um crítico levantou-se na plateia e gritou: “É podre!” Perante isto, Shaw levantou-se e respondeu: “Concordo consigo, mas de que vale a nossa opinião contra a de tantas pessoas?” Ninguém foi mais criticado do que Paulo, no entanto, ele escreveu: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Sem coragem apenas acumulamos uma coleção de boas ideias – e arrependimentos. Muitas das nossas oportunidades perdidas não teriam sido perdidas se tivéssemos estado dispostos a ultrapassar as críticas e a receber o que poderia ter acontecido. Todos nós já sentimos medo. Mas aqui está a diferença: a necessidade dos vencedores de progredir vence a sua relutância em correr riscos. Podem viver mais facilmente com a memória de terem tentado e falhado, do que não terem sequer tentado. Eles sabem que o falhanço é uma parte inevitável do sucesso, e que o falhanço sempre traz críticas. E enquanto os outros temem dar um passo em direcção a uma nova oportunidade, o vencedor teme não o fazer.

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