Porque Paulo deu mais frutos que os demais apóstolos – Pr. Aluízio A. Silva

Porque Paulo deu mais frutos que os demais apóstolos

Entre os apóstolos todos eram cheios do Espírito, todos faziam milagres e tinham a revelação do evangelho. Certamente tinham um mesmo padrão de santidade no caráter e reconhecimento por que haviam estado com Jesus. No entanto, Paulo diz que produziu mais frutos que todos eles (1Co 15.10).

Mas a pergunta que quero fazer é: Por que Paulo conseguiu produzir mais frutos que os demais apóstolos? O que ele fez que o diferenciasse dos demais? Que escolhas ele fez que os demais não fizeram? Gostaria de propor algumas possibilidades à luz do Novo Testamento.

1) Paulo conseguia equilibrar a vida natural com a vida espiritual

Em Atos 6 os apóstolos decidiram se dedicar apenas a oração e a Palavra. Para o serviço natural da igreja colocaram os sete diáconos. O problema é que parece que os sete diáconos começaram a ter maior primazia e unção.
Depois que os apóstolos fizeram essa escolha temos a impressão que o mover passou para os diáconos. Basta ver o caso de Estevão sendo martirizado e Felipe que evangelizou a Samaria. Muitos imaginam que a única maneira de servir a Deus plenamente é abandonando toda atividade considerada natural. Mas não foi essa a história de Paulo e também de Jesus.
Paulo diz claramente que ele sempre trabalhou com as próprias mãos para se manter enquanto abria as igrejas (1Ts 2.9). Se você é líder, você poder servir a Deus na mesma unção de Paulo ou dos diáconos de Jerusalém. Eles trabalhavam e serviam a Deus debaixo de uma forte unção. Não coloque seu trabalho como desculpa para não frutificar.

2) Paulo rejeitou completamente todo ensino judaizante

Os apóstolos em Jerusalém se tornaram conciliadores com o judaísmo. Em Atos 15 vemos claramente que os irmãos em Jerusalém ainda ensinavam os novos a se circuncidarem e parece mesmo que ainda adoravam no templo. Não se menciona que os apóstolos tenham resistido àquelas pessoas, mas se diz que Paulo contendeu com eles seriamente (At 15.1-5).

Na verdade parece que os judaizantes perseguiam apenas Paulo. Eles eram o espinho na carne de Paulo. Não devemos contender por causa de nossos interesses pessoais, mas precisamos ser firmes e ousados para defender a fé e o evangelho de toda contaminação.

3) Paulo se dispõe mais rapidamente a ser enviado

O Senhor disse aos apóstolos em Atos 1.8 que eles deveriam ir à Judéia, Samaria e até os confins da terra. Mas os apóstolos insistiram em ficar em Jerusalém. É interessante que a perseguição que se levantou levou a toda a igreja a ser dispersa, mas os apóstolos ficaram em Jerusalém. Sabemos que depois eles também saíram, mas isso mostra um pouco de demora em perceber o mover do Espírito. Com Saulo vemos exatamente o oposto. Uma vez que o Espírito falou, ele se dispõe a ser enviado imediatamente (At 8.1).

Não é angustiantemente o fato de que apenas os apóstolos foram poupados da perseguição? É como se o inimigo dissesse: esses não são mais perigo pra mim. Se quisermos hoje frutificar mais que os demais precisamos dessa atitude de Paulo. O desafio está colocado diante de nós: vamos abrir 60 igrejas até o final do ano. Precisamos ser rápidos para seguir o mover de Deus. Caso contrário o Senhor providenciará meios para que a igreja vá ou então removerá de nós o candeeiro (Ap 2.5).

4. Paulo possuía uma equipe de discípulos

O caso dos diáconos é emblemático. Quando houve a necessidade de levantar pessoas para servir às mesas os apóstolos mandaram que o povo escolhesse, mas Paulo quando precisava corrigir ou estabelecer algo nas igrejas enviava um dos seus discípulos.

Certamente, os apóstolos ensinavam a Palavra, mas o fato de todos serem dispersos e ficar somente eles em Jerusalém mostra que provavelmente ainda não faziam discípulos como Paulo. Sabemos que depois Pedro discipulou a João Marcos, mas perece que inicialmente o seu ensino era mais público do que de discipulado.

Paulo sempre teve discípulos e uma das características mais marcantes do seu ministério foi o trabalho com alguns homens num discipulado próximo.

5. A revelação que Paulo recebeu não diferente, mas Paulo compreendeu claramente todas as implicações

Pedro diz claramente que Paulo escrevia coisas difíceis de entender, mas que eram escrituras sagradas e inspiradas por Deus (2 Pe 3.15,16).
Apesar de se dedicarem exclusivamente à oração e à Palavra. Paulo ainda conseguia ter revelações que lhes era difícil entender.

Além disso, parece que Pedro não teve uma coerência clara entre sua prática e o entendimento do evangelho. Isso é claramente visto quando Paulo resiste a Pedro em Gálatas 2. Em Atos 10, Pedro teve a revelação do lençol, mas em Gálatas 2, ele ainda não conseguia praticar completamente a visão recebida.

Todos nós precisamos receber visão, revelação e aplicação. Um bom exemplo dessa seqüência pode ser vista em Mateus 16 e 17.

A perseguição que Paulo sofreu por causa do evangelho parece que nenhum outro apóstolo sofreu. Uma possibilidade é que não estavam ensinando o evangelho com a mesma ênfase ou tinham um indevido respeito humano para evitar conflitos.

6. Compreendeu mais claramente o chamado de Deus

Pedro foi o primeiro a pregar aos gentios, e Paulo diz que Pedro foi mesmo chamado para os judeus. No entanto, será que Pedro não deveria ter entendido que a visão do lençol era também um chamado? Paulo deixa claro que o evangelho era primeiro para o judeu, mas que depois deveria ser anunciado aos gentios (Gl 2.8). Paulo somente foi pregar aos gentios depois que os judeus rejeitaram o evangelho (At 13.46).

7. Uma disposição voluntária ao sacrifício

O fato de Paulo ser solteiro era um fator que facilitava a pregação do evangelho. Os demais apóstolos sempre eram acompanhados de esposas. Não estou sugerindo que os servos de Deus devam ser solteiros, mas quero mostrar que Paulo abriu mão do casamento por causa do evangelho. Ele se dispôs a um tipo de sacrifício para poder pregar e obter mais resultados (1Co 7.8; 9.5)

Você tem se disposto a fazer algum sacrifício pela obra de Deus? Não digo um grande sacrifício, mesmo um pequeno sacrifício pode fazer uma tremenda diferença em nossa frutificação. Precisamos perceber o tempo profético que vivemos e procurarmos fazer escolhas sábias. Os nossos frutos e nossa multiplicação são o resultado das escolhas que fazemos na obra de Deus.

Aluízio A. Silva

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