A surpreendente história de Hiroo Onoda

A surpreendente história de Hiroo Onoda

Onoda havia treinado como oficial de inteligência no curso de comando “Futamata” (二俣分校 futamata-bunkō) da Nakano School. Em 26 de dezembro de 1944 foi enviado à ilha Lubang nas Filipinas. Sua missão, descrita em nota por Major Yoshimi Taniguchi, era a de manter-se vivo. Um trecho da nota, em uma tradução livre, diz que “Isso pode levar três anos, pode levar cinco, mas aconteça o que acontecer, nós vamos voltar até você”. Foi lhe ordenado fazer qualquer coisa ao seu alcance para dificultar ataques do inimigo à ilha, inclusive destruir o campo de pouso e o cais no porto. Suas ordens também expressavam que sob nenhuma circunstância deveria se render ou suicidar-se.

Estava lá quando a ilha foi recuperada pelos aliados em fevereiro de 1945, ao final da guerra. A maioria das tropas japonesas morreu ou foi capturada por forças americanas. Onoda e diversos outros homens, entretanto, esconderam-se na selva densa.

Onoda continuou sua campanha, vivendo inicialmente nas montanhas com os três soldados. Um de seus camaradas rendeu-se às forças Filipinas, e os outros dois foram mortos em batalhas com as forças locais – em 1954 e em 1972 – deixando Onoda sozinho nas montanhas. Por 29 anos, recusou render-se, negando cada tentativa de convencê-lo de que a guerra tinha acabado com a rendição do Imperador. Em 1960, Onoda foi declarado legalmente morto no Japão.

Para sobreviver, Onoda roubava arroz e bananas de moradores locais, e abatia vacas para obter carne.

Encontrado por um estudante japonês, Norio Suzuki, Onoda recusou-se ainda a aceitar que a guerra tinha acabado a menos que recebesse ordens para baixar armas diretamente de seu oficial superior. Suzuki se prontificou a ajudar e retornou ao Japão com as fotografias de si mesmo e de Onoda como a prova de seu encontro. Em 1974, o governo do japonês encontrou o oficial comandante de Onoda, Major Yoshimi Taniguchi, que havia se tornado um livreiro. Taniguchi foi para Lubang, cumprindo a promessa de que o buscariam, houvesse o que houvesse, informou a Onoda da derrota do Japão na segunda Guerra e ordenou-lhe a depor armas:

De acordo com a ordem Imperial, o Exército da Área XIV cessou toda a atividade de combate.
De acordo com a ordem do Comando Militar nº A-2003, o Esquadrão Especial do Comando da Equipe está dispensado de todas as obrigações militares.
Unidades e indivíduos sob o comando do Esquadrão Especial devem cessar as atividades e operações militares imediatamente e submeter-se a o comando do oficial superior mais próximo. Se nenhum oficial puder ser encontrado, devem comunicar-se com as forças americanas ou filipinas e seguir suas diretrizes.[2]

O tenente Onoda foi, assim, devidamente isentado do dever, e portanto, jamais se rendeu. Emergiu da selva 29 anos após o fim da segunda guerra mundial e aceitou a ordem do oficial comandante vestindo seu uniforme e espada, com seu rifle Arisaka 99 ainda em condições operacionais, com 500 cartuchos de munição e diversas granadas de mão, bem como a adaga que sua mãe havia lhe dado em 1944 para a proteção.

Embora tivesse matado aproximadamente trinta habitantes Filipinos locais e engajado diversos tiroteios com a polícia, as circunstâncias destes eventos foram levadas em consideração da situação, e Onoda recebeu o perdão do presidente filipino Ferdinand Marcos.

Você como cristão já abaixou as “armas” da guerra contra as hostes espirituais do mal?

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